sexta-feira, 23 de novembro de 2007

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

micaretas e telemarketing

Putaria generalizada nunca foi meu forte. Sair pra pegação, apostar quem vai ficar com mais na noite e tudo mais. Mas eu incentivo sabe? Tenho que fazer de conta que me enquadro na sociedade. Seguindo esse raciocínio, micaretas fazem parte do meu calendário social. E nao vou mentir, eu me divirto e muito! Quer dizer, me divertia, porque depois da ultima, nunca mais! Passei o posto para a nova geraçao.
Um mar de garotinhos de 15 anos, todos vestindo roupas iguais, com aparelho nos dentes, fedendo a loló, perguntando se podiam me conhecer. Tem pergunta pior? "Oi, posso te conhecer?" Na verdade tem pior! "Oi, meu amigo tá querendo te conhecer". Mas quem sou eu pra criticar?, eu também tava lá né.
E depois de muitas cervejas, e de encontrar uma galera (galera? sério?) mais "age approprieted", é tudo alegria. Até a hora que pulando frenéticamente, meu celular, que estava no bolso (idiota, eu sei) caiu (ou talvez alguém roubou?) e eu fiquei incomunicável.
Nem perdi minha noite de sono (que dado o grau alcoolico nao seria perdida nem se eu quisesse), porque o coitado já era velhinho e ultrapassado e já tava mais que na hora de trocar. Depois de uma semana tentando falar na operadora, pra cancelar minha linha, finalmente a ligaçao nao caiu, e eu nao fui 30x transferida pra outro setor e consegui falar com a fulaninha telemarketing. Aquela especializada em oferecer coisas que eu nao quero pra eu nao cancelar a linha com a operadora atual. A primeira coisa que eu disse foi "por favor nao desligue na minha cara!" Minha mae me ensinou bem, até falei por favor.
Entao, fulaninha telemarketing começou a me oferecer mil serviços saidos fresquinhos do livrinho de barganha que provavelmente estava na frente dela. Eu já puta da vida, disse que a 1 semana estava tentando falar lá, pra quem sabe, comprar outro aparelho, e continuar com o meu número, mas como eles nao me atendiam, eu já tinha feito outro plano em outra operadora.
Fulaninha entao, muito desanimada me diz as seguintes palavras:
- Tudo bem senhora, seu linha 3192448568 a partir de agora está cancelada, a senhora confirma?
Feliz e satisfeita, eu confirmei e me senti livre das amarras contratuais que me prendiam à porcaria da operadora.
Segui alegremente a minha vida, com meu novo celular modernoso que tira fotos, toca músicas e fala interurbano. 2 meses depois chega uma conta da operadora cancelada, e após várias ligaçoes e visitas à loja, descobrir que a querida fulaninha telemarketing nao cancelou minha linha!
Moral da história: se for beber e pular, nao leve celular.

22 going on 7 (23/09/2006)

De uns anos pra cá (provavelmente 5 ou 6) me pego imaginando como seria se um dia acordasse com 7 anos. Esse se tornou um dos meus maiores desejos. Claro que nao é simplesmente acordar com 7 anos. Queria acordar com 7 anos, com a memoria de todas as coisas que já fiz até hoje.
Na minha cabeça, eu fico brincando de como seria a vida, se eu pudesse fazer tudo diferente. Daquele jeito que todo mundo pensa que poderia ter sido, depois que uma coisa já aconteceu. Eu teria escolhido uma escola diferente. Teria falado algumas coisas, e deixado de falar outras.
Penso que se eu acordasse com 7 anos, ia aproveitar o tempo livre e ler todos os livros da minha casa. Nao ia ter andado descabelada quando criança. Muito menos ia usar boné (sim, todos temos nossas fases negras). Acho que ouviria menos Xuxa - digo menos, porque, voltando no tempo, imagino, deve ser muito nostálgico - e mais Beatles. Teria brincado mais, e dispensado a amizade daquelas pessoas que me decepcionaram.
Tudo parece maravilhoso, no fantastico mundo da mente, que te leva pro passado, sem nenhuma consequencia. E entao, no meu devaneio, começo a pensar na minha vida. E os rumos que talvez ela tomaria, se eu fizesse tudo diferente. Talvez as coisas pudessem ser muito melhores, isso nunca vou saber. Mas o que eu sei é que quando eu penso nas coisas que deixaria de viver, se cruzasse caminhos diferentes, essa vida maravilhosa da minha imaginaçao, começa a se tornar um pesadelo. Principalmente quando penso que nao conheceria todas as pessoas maravilhosas que já passaram (ou ainda estao) pela minha vida.
Algumas pessoas, tem mania de dizer que nunca se arrependem de nada na vida. Pois eu acho que isso é uma grande bobagem! Arrependimento nos torna humanos. Talvez uma coisa meio clichê de se dizer. Mas é a mais pura verdade. Quem nunca se arrependeu, nao viveu o bastante. Mas essa é só minha opiniao.
Só sei que com arrependimentos ou sem, com cagadas ou sem, nao troco minha screw up life por nada!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

rose, prazer (06/10/2006)

Eu cansei de sair. Acho bom passar o dia ouvindo musica. Hoje fiz uma coisa que sempre via nos filmes, mas acho que nunca tinha feito. Deitei na cama, e pensei. Chorei também, nao sei porque. A vida nao tá boa, mas sem nenhum motivo especial. Eu tenho os amigos, tenho o trabalho, tenho a faculdade, tenho o dinheiro (escasso, mas tenho). Mesmo assim nao estou satisfeita, por isso deitei na cama e pensei. Nao tinha musica, nao tinha tv, nao tinha barulho na casa. Acho que devo ter dormido, nao sei bem ao certo. A vida tá boa, e eu reclamo. Nao vejo sentido nenhum nisso, mas também nao consigo evitar. Estou me sentindo o coco do cavalo do bandido. Essa expressao é engraçada. Como será que se sente o coco do cavalo do bandido?
Enfim, esses dias assistindo titanic, a rose falou uma frase, que depois eu vou procurar, mas agora estou com preguiça. Algo como, "me sinto como se estivesse no meio de um salao cheio de gente, gritando o maximo que consigo, e ninguém me escuta". Bem, nesse momento eu sou a Rose, quase nao tenho mais voz, e mesmo assim, nao tem ninguém me ouvindo.
As pessoas tomando rumos na vida, a vida sabe?! Aquela que supostamente a gente tá vivendo. Nao sei bem se estou vivendo. Ainda estou vendo ela passar. Nao tenho vontade de fazer nada. Já disse isso? Tenho impressao que já, mas estou com preguiça de ler tudo de novo. Viu, nao tenho vontade de fazer nada. Mas voltando ao assunto (se bem que nao sei se tinha um assunto), estou sentada, vendo a vida passar. Já tive essa impressao antes. E eu resolvi acordar. Agora estou dormindo. "Dormindo". Mas ainda nao tá na hora de acordar. Mentira, nao estou dormindo, estou gritando. GRITANDO! Ninguém me ouve. Isso é desesperante.
Porque será que de vez em quando tenho esses sonhos? Estou sendo perseguida, quero correr mas minha perna nao corre, quero gritar mas nao sai voz. Todo mundo tem isso, eu sei. E isso muito me intriga. Porque esses sonhos cliches todas as pessoas tem? Tipo sair pra aula e perceber que está pelado. Eu juro que já sonhei isso. E também sonhei q voava. Nunca sonhei que morri, porque sempre que vou morrer eu acordo.
Esses dias eu pensei, que nao deve ser tao ruim assim morrer. De repente, nao ia ter mais eu, e pronto. Nao acho que faria tanta falta assim. As pessoas se acostumam. E do jeito que as coisas andam, nao me vejo perdendo tanta coisa. Morrer. Nao seria tao mal. Pelo menos all the mixed feelings would go away...
E aí eu estava no trabalho, lendo os jornais do dia, me deparei com um quadrinho assim, que normalmente passaria despercebido, mas aquele nao era um dia comum. Os sintomas de depressao. Até anotei eles num papel. Super me identifiquei, e fiquei um pouco feliz. Um pouco feliz, porque pelo menos, o que eu sinto tem um nome. Depressao. Nao que eu nunca tive depressao, porque já tive muito. Só acho errado quando falam que depressao faz perder o apetite. Pra mim é o contrario. Depressao me faz comer. A vida tá ruim, a unica coisa boa é a comida. Tá bom, dessa vez é diferente, mas da outra vez que eu tive, foi assim.
Mas depressao nunca é levada a sério. Doença de fresco. Eu também acho viu. Mas vai contar isso pras reaçoes quimicas que estao acontecendo dentro de mim. Reaçoes químicas? Ah, sei lá... Algo do tipo. Só sei que é uma chatisse isso. Achar tudo uma merda, toda hora querer chorar, nao ter vontade de fazer nada, mas eu nao consigo controlar. Entao fico aqui. Escrevendo merdas pra colocar no blog.
Blog é coisa de pseudo-intelectual babaca.
Caralho! Porque que a maioria das pessoas que realmente importam tao longe? E também algumas que tao perto nao tao sabendo que importam tanto.
Muito dificil essa vida. CANSEI!
E nao sei o que fazer. NAO SEI.
Acho que é falta de sexo.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

mulher de fases

A tensão pré-menstrual (conhecida pela sigla TPM) é uma síndrome que atinge as mulheres e que ocorre, em maior ou menor grau, nos dias que antecedem à menstruação. Ela se caracteriza por uma irritabilidade e ansiedade mais acentuadas, bem como manifestações físicas, como por exemplo dor nas mamas, distensão abdominal e cefaléia.

Ouvi dizer que uma mulher nos EUA foi absolvida de homcídio por estar de tpm. Vai saber se é verdade. Só sei que eu sofro desse mal. E quando digo sofro, eu quero dizer SOFRO mesmo.
De repente estou conversando normal, e as pessoas olham pra mim com cara assustada falando "calma! nao tem ninguém brigando aqui!" BRIGANDO? QUEM FOI QUE DISSE QUE EU TAVA BRIGANDO!? Afffff...
Por isso, todo mês, durante alguns dias (dependendo do mês pode ser até uns 15), eu me isolo do mundo (nos tempos que eu posso me dar ao luxo de me isolar do mundo, anyway), aviso às pobres pessoas que sao obrigadas a compartilhar a moradia comigo que a colega tpm tá fazendo uma visita e me permito ficar tao insuportável quanto quiser. Porque nao tem nada pior que segurar a tpm!
E aí as pessoas me dizem "vc sabe, hoje em dia tem remedio pra acabar com a tpm".
Mas cá entre nós, tem alguma coisa errada em gostar e aproveitar os dias de estourar com o mundo e ainda ter desculpa?
I don't think so...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

princesas e céticas

Voltando da faculdade, duas amigas conversavam no ônibus. Marina observava com atenção o desabafo da amiga, afim de poder ajuda-la quando aquele vômito de palavras terminasse. Porque era isso que Luisa fazia; vomitava palavras, às vezes sem sentido, como se fosse Linda Blair no exorcista:
-Sabe Marina, eu nao sei o que estava pensando! Na verdade acho que eu nao estava pensando. Foi a tequila, ou a cerveja, ou o fato de estarmos sozinhos! Pra que que eu deixei rolar? Meu melhor amigo! Amigos nao servem pra essas coisas!
E Marina olhava pra amiga, com cara de compreensiva, concordando com tudo que ela falava, mas ao mesmo tempo pensando "Nossa! Essa menina é muito boba! Nao sei pra que tanto desespero. Uma fodinha de vez em quando nao faz mal a ninguém! Pelo menos foi com um amigo, que nao vai tratar ela mal depois!"
Mas para Luisa, a coisa era diferente. Ela procurava um príncipe encantado. Fantasiava qualquer olhar, qualquer beijinho no final da festa, e é claro que com o melhor amigo nao ia ser diferente. Depois de todas as comédias românticas que ela já assistiu, ficou imaginando que ele ia perceber que estava completamente apaixonado por ela, apesar de que no começo ele ia querer lutar contra os sentimentos arrebatadores. Mas depois de um tempo, eles iam namorar, e ser felizes para sempre.
Mas passados quase 1 mes, as coisas estavam como sempre foram, e a cabeça de Luisa cada vez mais confusa. Era terrível ter que ouvir ele falando sobre todas aquelas mulheres, e ficar pensando constantemente 'porque elas e nao eu????'; e toda as vezes que ele chegava mais perto, talvez um abraço, talvez uma encostada de mao, e a pobre sonhadora pensava aflita "é agora! ele vai se declarar".
Mas como sempre, nada acontecia... Era assim na vida de Luisa. Fosse o melhor amigo, ou qualquer outro que aparecesse. Porque no final das contas, tudo que Luisa queria era se sentir amada. Se sentir melhor que todas as outras, pelo menos uma vez. E as amigas falavam "mas você é linda! e tao legal! eles que nao sabem o que estao perdendo"; parecia um disco arranhado. Sempre a mesma coisa. "Espera que vem", já dizia a encalhada do cóssegas.
E um dia, Luisa parou e pensou, que nao existe par perfeito pra ninguém, e nem todos os finais sao felizes.
E assim, nasceu mais uma cética no mundo, que vai percebeu que nem todas as mulheres sao princesas e nem todas as historias sao contos de fadas.



Penso com meus botões;
been there, done that.


domingo, 18 de novembro de 2007

palavras amigas

Tentativa número 17 de fazer um blog durar mais de 1 semana. E depois de inúmeras palavras inutilmente escolhidas para nomear esse querido instrumento de expressão do dia-a-dia... hum, espera, estou tentando escrever importante, como se alguém fosse realmente ler isso aqui... deixa eu começar de novo;
Estava eu, pensando na minha recente obcessão por gatos (a ser comentada num futuro post), ouvindo arctic monkeys e tentando ter uma conversa inteligente com um garoto que me deixou falando sozinha no msn, quando me surgiu a idéia de fazer mais um blog. Escrever sabe, às vezes é bom, e eu nessa ambiçao maluca de um dia me formar jornalista, nao vejo porque recusar a idéia.
Meu problema maior (inicialmente pelo menos) foi achar um nome. Nao um nome, mas um endereço pra porcaria do blog. O mundo está superpopulado de blogs eu acho. Todos os nomes espertinhos que eu tentei colocar já existiam. E depois de tentar palavras aleatórias, nomes de músicas, frases cliches de filmes que todo mundo já assistiu mil vezes, me lembrei da minha palavra (composta) favorita: Giardia lambia. Assim em itálico mesmo. Nome científico, sabe? Dos tempos de colégio que nas aulas de biologia ou ciencias, nao lembro muito bem, a gente estudava os reinos animais. Não faço idéia qual o reino da giardia (amiga íntima), muito menos a cara que ela tem (ou seria ele?), mas é uma palavra legal. Giardia lambia.... escorrega da boca. Igual a música da Xuxa.
Podia até ir no google procurar a origem da minha amiga, mas que graça tem isso? Muito melhor ficar imaginando.
Então deixo você, eventual leitor (se é que algum dia vou mostrar isso aqui pra alguém) imaginando o que seria uma giardia lambia, e também quais serão as próximas bobagens que você vai ler por aqui.
See ya!