Voltando da faculdade, duas amigas conversavam no ônibus. Marina observava com atenção o desabafo da amiga, afim de poder ajuda-la quando aquele vômito de palavras terminasse. Porque era isso que Luisa fazia; vomitava palavras, às vezes sem sentido, como se fosse Linda Blair no exorcista:
-Sabe Marina, eu nao sei o que estava pensando! Na verdade acho que eu nao estava pensando. Foi a tequila, ou a cerveja, ou o fato de estarmos sozinhos! Pra que que eu deixei rolar? Meu melhor amigo! Amigos nao servem pra essas coisas!
E Marina olhava pra amiga, com cara de compreensiva, concordando com tudo que ela falava, mas ao mesmo tempo pensando "Nossa! Essa menina é muito boba! Nao sei pra que tanto desespero. Uma fodinha de vez em quando nao faz mal a ninguém! Pelo menos foi com um amigo, que nao vai tratar ela mal depois!"
Mas para Luisa, a coisa era diferente. Ela procurava um príncipe encantado. Fantasiava qualquer olhar, qualquer beijinho no final da festa, e é claro que com o melhor amigo nao ia ser diferente. Depois de todas as comédias românticas que ela já assistiu, ficou imaginando que ele ia perceber que estava completamente apaixonado por ela, apesar de que no começo ele ia querer lutar contra os sentimentos arrebatadores. Mas depois de um tempo, eles iam namorar, e ser felizes para sempre.
Mas passados quase 1 mes, as coisas estavam como sempre foram, e a cabeça de Luisa cada vez mais confusa. Era terrível ter que ouvir ele falando sobre todas aquelas mulheres, e ficar pensando constantemente 'porque elas e nao eu????'; e toda as vezes que ele chegava mais perto, talvez um abraço, talvez uma encostada de mao, e a pobre sonhadora pensava aflita "é agora! ele vai se declarar".
Mas como sempre, nada acontecia... Era assim na vida de Luisa. Fosse o melhor amigo, ou qualquer outro que aparecesse. Porque no final das contas, tudo que Luisa queria era se sentir amada. Se sentir melhor que todas as outras, pelo menos uma vez. E as amigas falavam "mas você é linda! e tao legal! eles que nao sabem o que estao perdendo"; parecia um disco arranhado. Sempre a mesma coisa. "Espera que vem", já dizia a encalhada do cóssegas.
E um dia, Luisa parou e pensou, que nao existe par perfeito pra ninguém, e nem todos os finais sao felizes.
E assim, nasceu mais uma cética no mundo, que vai percebeu que nem todas as mulheres sao princesas e nem todas as historias sao contos de fadas.
Penso com meus botões;
been there, done that.
-Sabe Marina, eu nao sei o que estava pensando! Na verdade acho que eu nao estava pensando. Foi a tequila, ou a cerveja, ou o fato de estarmos sozinhos! Pra que que eu deixei rolar? Meu melhor amigo! Amigos nao servem pra essas coisas!
E Marina olhava pra amiga, com cara de compreensiva, concordando com tudo que ela falava, mas ao mesmo tempo pensando "Nossa! Essa menina é muito boba! Nao sei pra que tanto desespero. Uma fodinha de vez em quando nao faz mal a ninguém! Pelo menos foi com um amigo, que nao vai tratar ela mal depois!"
Mas para Luisa, a coisa era diferente. Ela procurava um príncipe encantado. Fantasiava qualquer olhar, qualquer beijinho no final da festa, e é claro que com o melhor amigo nao ia ser diferente. Depois de todas as comédias românticas que ela já assistiu, ficou imaginando que ele ia perceber que estava completamente apaixonado por ela, apesar de que no começo ele ia querer lutar contra os sentimentos arrebatadores. Mas depois de um tempo, eles iam namorar, e ser felizes para sempre.
Mas passados quase 1 mes, as coisas estavam como sempre foram, e a cabeça de Luisa cada vez mais confusa. Era terrível ter que ouvir ele falando sobre todas aquelas mulheres, e ficar pensando constantemente 'porque elas e nao eu????'; e toda as vezes que ele chegava mais perto, talvez um abraço, talvez uma encostada de mao, e a pobre sonhadora pensava aflita "é agora! ele vai se declarar".
Mas como sempre, nada acontecia... Era assim na vida de Luisa. Fosse o melhor amigo, ou qualquer outro que aparecesse. Porque no final das contas, tudo que Luisa queria era se sentir amada. Se sentir melhor que todas as outras, pelo menos uma vez. E as amigas falavam "mas você é linda! e tao legal! eles que nao sabem o que estao perdendo"; parecia um disco arranhado. Sempre a mesma coisa. "Espera que vem", já dizia a encalhada do cóssegas.
E um dia, Luisa parou e pensou, que nao existe par perfeito pra ninguém, e nem todos os finais sao felizes.
E assim, nasceu mais uma cética no mundo, que vai percebeu que nem todas as mulheres sao princesas e nem todas as historias sao contos de fadas.
Penso com meus botões;
been there, done that.
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